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Colégio da Chapada Diamantina leva a Bahia à semifinal do Prêmio Cidadania Digital em Ação 2025

O Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos, localizado no município de Seabra, na Chapada Diamantina, é o único representante da Bahia entre os semifinalistas do Prêmio Cidadania Digital em Ação 2025. A iniciativa é promovida pela SaferNet Brasil, organização referência na defesa dos direitos humanos no ambiente digital, em parceria com o Governo do Reino Unido. Nesta fase da premiação, as escolas classificadas também podem somar pontos por meio de votação popular, disponível no perfil da SaferNet Brasil no Instagram.

Foto: Divulgação/Ascom SEC

O prêmio reconhece projetos inovadores desenvolvidos por estudantes e professores que incentivam o uso seguro, ético e consciente das tecnologias digitais. O trabalho inscrito pela escola, intitulado “Cidadania Digital na Educação de Jovens e Adultos”, foi realizado com turmas da EJA do Anexo Angico e integrou conteúdos das áreas de Linguagens e Ciências Humanas, abordando temas como bem-estar online, empatia nas redes sociais e relações digitais seguras, sempre considerando a realidade dos educandos e a cultura local.

Durante o desenvolvimento do projeto, os estudantes produziram jogos educativos como o Baralho Digital, o Semáforo Digital e o Jogo da Memória sobre violência sexual nas redes, além do jogo “Seabra: Nossa Terra, Nossa História” e do livro Histórias que Curam e Transformam. Parte desse material foi doada a escolas da região e ao campus da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Seabra, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo o compromisso social da comunidade escolar.

A professora Tatiana, uma das responsáveis pelo projeto, destaca o protagonismo da instituição: “Somos a única escola da Chapada Diamantina e da Bahia na semifinal. Temos uma trajetória vanguardista na Educação do Campo e na EJA e somos pioneiros na premiação, já que em 2024 conquistamos o primeiro lugar”. Segundo ela, o trabalho foi construído com base na escuta, no respeito à autonomia dos estudantes e em uma prática pedagógica voltada para a formação crítica e cidadã.

Para a estudante Edicelma Alves de Sá, a iniciativa trouxe uma mudança significativa de percepção: “Depois desse projeto, passamos a enxergar o mundo digital de outra forma e entendemos que cidadania digital não é apenas saber usar o celular ou o computador, mas agir com respeito, empatia e responsabilidade”. A presença do colégio entre os semifinalistas reforça a relevância da proposta e evidencia o compromisso da escola com uma educação inclusiva, humanizada e conectada aos desafios da era digital.

Fonte: Ascom/SEC

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