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Fortes chuvas causam alagamentos e deixam famílias desabrigadas em Itaberaba, na Chapada Diamantina

A cidade de Itaberaba, na Chapada Diamantina e região do Piemonte do Paraguaçu, foi atingida por fortes chuvas na noite desta segunda-feira (19), provocando alagamentos em diversos pontos, prejuízos materiais e deixando famílias desabrigadas. O grande volume de água concentrado em pouco tempo agravou problemas estruturais já conhecidos pela população.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), a chuva teve duração aproximada de quatro horas, com um acumulado de cerca de 110 milímetros em apenas 1 hora e 40 minutos. A intensidade foi suficiente para sobrecarregar o sistema de drenagem urbana e causar transtornos em diferentes regiões de Itaberaba.

Volume de chuva superou capacidade de drenagem

O acúmulo rápido de água fez com que ruas e avenidas ficassem intransitáveis. Moradores relataram que o nível da água subiu em poucos minutos, invadindo residências e estabelecimentos comerciais, principalmente em áreas já afetadas por problemas de escoamento.

Instituto do Rim e Avenida Ruy Barbosa entre os pontos mais atingidos

Um dos locais mais afetados foi o Instituto do Rim, onde a água invadiu completamente as instalações. Imagens enviadas à redação do Se Liga Chapada mostram o interior da unidade tomado pela água, evidenciando a gravidade da situação e os danos causados.

Na Avenida Ruy Barbosa, uma das principais vias de Itaberaba, um veículo ficou preso em meio à enxurrada. A ocupante precisou de ajuda para sair do carro em segurança, em uma cena que chamou a atenção de quem passava pelo local.

Prejuízos reacendem debate sobre infraestrutura

Com o recuo da água, moradores e comerciantes começaram a contabilizar os prejuízos. Muitos relataram perdas significativas de móveis, mercadorias e equipamentos. O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura e soluções definitivas para os problemas de drenagem urbana em Itaberaba.

Enquanto aguardam providências das autoridades, famílias afetadas tentam reconstruir o que foi perdido e retomar a rotina, ainda marcadas pelo medo e pela incerteza diante da possibilidade de novas chuvas na região da Chapada Diamantina.

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