A Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB) acendeu um alerta para a possibilidade de um Super El Niño provocar novos impactos severos no estado e cobrou a adoção de medidas preventivas para reduzir os prejuízos ao setor agropecuário.

Segundo a entidade, caso o fenômeno climático se confirme com intensidade semelhante aos maiores eventos já registrados, as perdas econômicas podem ultrapassar R$ 13 bilhões na Bahia, afetando diretamente produtores rurais, a economia dos municípios e o abastecimento de alimentos.
A preocupação da FAEB tem como base os efeitos observados durante o El Niño de 2023/2024, quando a estiagem prolongada provocou a morte de mais de 1 milhão de animais, além de comprometer a produção de culturas importantes como milho, feijão, mandioca, café, banana, cebola e a atividade leiteira em diversas regiões baianas.
Pedido de medidas emergenciais
Diante do cenário, a FAEB encaminhou um ofício ao Governo da Bahia solicitando a implementação de ações preventivas e emergenciais. Entre as principais reivindicações estão:
- Ampliação da infraestrutura de abastecimento de água;
- Apoio financeiro e técnico aos produtores rurais;
- Fortalecimento de programas de convivência com a seca;
- Medidas para minimizar os impactos da estiagem sobre a produção agropecuária.
A entidade destaca que agir de forma antecipada pode reduzir significativamente os prejuízos econômicos e sociais provocados por um evento climático extremo.
Cenário preocupa órgãos de monitoramento
Órgãos responsáveis pelo acompanhamento climático, como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), também acompanham o comportamento do fenômeno e apontam para um cenário de temperaturas acima da média e redução das chuvas em grande parte do Nordeste, condições que podem favorecer períodos mais intensos de estiagem.
Especialistas reforçam que produtores rurais devem acompanhar os boletins meteorológicos e adotar estratégias de manejo para reduzir riscos, especialmente nas regiões mais vulneráveis à seca.
Alerta para a Chapada Diamantina
Na Chapada Diamantina, onde a agropecuária tem papel fundamental na economia de diversos municípios, um período prolongado de seca pode afetar culturas agrícolas, a pecuária e a disponibilidade hídrica.
A recomendação é que produtores, associações e gestores públicos acompanhem a evolução das previsões climáticas e planejem ações preventivas para minimizar possíveis impactos caso o fenômeno se intensifique nos próximos meses.
Fonte: Sistema FAEB, com informações de órgãos oficiais de monitoramento climático.
