Projeto de companhia da PMBA é premiado pelo CNJ

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A aplicação de uma metodologia na área da mediação de conflitos escolares realizada por policiais militares da 67ª CIPM, em Feira de Santana, resultou no prêmio de primeiro lugar para a metodologia de inovação em conciliação de conflitos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que será concedido na terça-feira (18), em Brasília.

Imagem Reprodução

A finalidade da prática é resgatar os laços afetivos entre os educandos envolvidos em conflitos escolares de pequena gravidade, a escola e a família. Nesse processo há estímulo à leitura, melhoria do espaço escolar e, consequentemente, desoneração de outros órgãos como Polícia Civil e Judiciário.

A aplicação vem acontecendo em toda área correspondente a 67ª CIPM, principalmente instituições públicas. Ao longo do tempo a unidade já havia estreitado o relacionamento com a comunidade escolar através da realização de constantes palestras, cursos, oficinas com os pais dos alunos, estratégias de educação e orientação para o resgate de brincadeiras antigas nesse processo de aproximação familiar. Através desse contato foi criada uma rede na qual os gestores possuem canal direto com os policiais militares e sinalizam qualquer percepção de desentendimento ou briga entre alunos.

Metodologia utilizada – Primeiramente há um diálogo em conjunto com os responsáveis pelos alunos envolvidos no conflito, o gestor, integrantes do conselho escolar e policiais militares. “Dessa forma há uma ressignificação do conflito, transformando-o em conhecimento, experiências positivas e afetividade familiar, que é o nosso foco”, ressalta a tenente Fátima Pereira, coordenadora e idealizadora do projeto.

Como forma de prevenção de retaliação, é orientado para os pais que o uso de celulares seja suspenso temporariamente, dessa forma o envolvido se preserva de provocações virtuais e cyberbulliying. Termos legais, escolares e psicológicos na web sobre o tema do conflito são apresentados à mesa de conciliação, para que todo contexto seja discutido com cautela.

Alguns métodos são utilizados para aproximar os pais da rotina dos filhos, como uma solicitação de comprometimento dos responsáveis a acompanhar os filhos durante 15 dias para a escola; leitura por parte dos alunos de clássicos da literatura que tenha a mesma temática do conflito, com intuito de compartilhar a leitura com os pais; confecção de jardim na escola, para o aluno se sentir pertencente ao ambiente escolar, e partilhar essa construção entendendo o valor da solidariedade.

“Durante o acompanhamento foi possível verificar que em nenhuma das ocorrências houve reincidência e sim retornos positivos com envolvimento dos outros alunos”, ressalta a tenente, que acredita e aposta na educação preventiva como principal mecanismo de melhoria das relações sociais. O projeto foi apresentado e apoiado por diversos órgãos do Sistema Judiciário de Feira de Santana como: Vara da Infância e Juventude, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Defensoria Pública, ficando entre os trinta melhores projetos do Prêmio Estadual “Boas Práticas”.

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