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Polícia Civil prende homem que usava OAB do pai e atuava como advogado em Mucugê e região

Um homem de 57 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (14) na cidade de Mucugê, na Chapada Diamantina, pela Polícia Civil, sob a atuação do Comandante Major Fiuza, com apoio da Rondesp Chapada, por exercício ilegal da profissão e possível estelionato.

O homem é natural da cidade de Ipirá, bacharel em Direito e oferecia serviços de advocacia usando o registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do pai. Vale ressaltar que Bacharéis em direito, sem o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), não podem advogar.

De acordo com a investigação, representantes da OAB-Bahia acionaram a Polícia Militar com a acusação do uso indevido da carteira da OAB, onde este homem estaria advogado e atuando em Mucugê e região da Chapada Diamantina, inclusive angariando clientes para tal exercício.

A Polícia então acompanhou os representantes da OAB até o escritório do suposto advogado, e ao chegar no endereço, o mesmo já estava atendendo a uma cliente, enquanto outro esperava sua vez. Diante de tal crime, tanto o o homem, como os dois clientes que ele estava atendendo foram conduzidos para a delegacia de Seabra para prestarem esclarecimentos.

Segundo a Polícia, na residência onde o falso advogado atendia foram encontrados vários cartões de visita, pastas processuais, notebook, dois aparelhos celulares, procurações, dentre outros documentos e objetos usados para o exercício da profissão. Os documentos e objetos encontram-se detalhados e serão anexados no auto de exibição e apreensão.

Imagem divulgação

VEJA NA ÍNTEGRA NOTA DA OAB

Informamos que a OAB Subseção de Itaberaba, nesta sexta-feira(14/07), representada pelo Tesoureiro, Dr. Jorge Zuza, pelo Secretário Adjunto Dr. Luzimario Guimarães e pelo Presidente da Jovem Advocacia Dr. John Santos, participaram de diligência para apurar a suposta prática dos crimes de exercício irregular da advocacia e estelionato na cidade de Mucugê.

A diligência contou com o apoio da Rondesp Chapada, que apreenderam celular, notebook e inúmeros documentos.

A OAB apresentou mídia contendo entrevista concedida pelo Bacharel em radio na cidade de Ipirá, na qual fora apresentado como advogado, além de inúmeras procurações de processos contendo seu nome como Bacharel. Além disso, foram conduzidos como testemunhas/vitimas três “clientes” que estavam sendo atendidos pelo bacharel. Por conta da ausência de delegado em Mucugê, todos foram conduzidos para a delegacia de Seabra, onde será lavrado o inquérito para apurar a existência dos crimes acima referidos. O Bacharel foi liberado, após o depoimento.

Essa é mais uma medida da Subseção de Itaberaba em prol do fortalecimento dá advocacia, haja vista que não aceitaremos que ninguém exerça à advocacia em nossa jurisdição sem preencher os requisitos necessários para tanto.

Seguiremos firmes nesse propósito e contamos com o apoio dos colegas!

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