Curso de capacitação de produção orgânica de morangos é realizado na Chapada Diamantina

O curso de cultivo de arvores rasteiras, acontece em Seabra, na Escola Família Agrícola (EFA) de 12 à 14 de novembro, nos horários de 8 as 12 horas e à tarde de 13 as 17 horas. Esse curso é realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), em parceria com a Associação Educacional Agrícola do Território da Chapada, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o Conselho Estadual Quilombola da Bahia, e à Federação de Agricultura e pecuária do Estado da Bahia (FAEB).

Um dos assuntos abordados nesse curso de capacitação de produção orgânica de morangos é a frequência de trabalho e procedimentos técnicos, a serem utilizados. O produtor e palestrante André Mendes aborda alguns critérios necessários para pré-produção, tais como, identificar o Concorrente e se há demanda para a localidade que se pretende comercializar o produto.

Imagem reprodução

Mendes afirma que “O filho do produtor quer ser, médico ou advogado. E questiona: quem vai cuidar da terra, quando o filho estiver longe”? Com isso há uma desvalorização do produto e a terra fica barata. Mas a produção de orgânico mantém a agricultura familiar, evitando assim o êxodo rural e possibilitando melhores condições de salário com renda semanal considerável. Oferece com isso, perspectiva de mudança quando permite sair da condição de trabalhador para produtor de orgânicos.

Mendes afirma que “três por cento da agricultura do país não usa defensivo” e que o custo do Selo do orgânico chega a 5 mil reais, de maneira que o valor do produto é refletido na receita, ou no repasse para o consumidor. E acrescenta “É Possível ganhar com isso, visto que, tem somente três por cento de pessoas produzindo Morango orgânico”. E “De trinta dias á sessenta dias a produção eleva e colhe-se o ano inteiro aumentando assim a renda do produtor rural. Além disso, o custo de adubação do solo é muito baixo porque uma planta pequena não suporta muito sal, com isso da pra fazer adubação com potássio, nitrato, sulfato de magnésio e toda semana ter um rendimento de mil plantas”.

Em Conquista o produtor levou para Laboratório morango a fim de analisar resíduo no fruto, e não foi encontrado nenhum. Pois, ele cultiva o plantio com uso do predador, armadilha e usava o defensivo no substrato. Com isso ele conseguiu certificação orgânica do morango permitindo repassar ao mercado com o selo. Nas prateleiras custava mais de um real que o morango convencional.

Além disso, Mendes também apresenta dados como o do ultimo Censo de 2006 a 2009 onde a Bahia produziu mais de duas mil toneladas por ano. No entanto há carência em alguns lugares. Pois Eliane Bastos precisou do morango para pôr nas suas receitas, mas, não encontrou o fruto na sua localidade, afirma o esposo e trabalhador rural Claudio Bastos.

Com isso “meu objetivo é permitir a facilitação do produto pra mulheres como Eliane Bastos que trabalha com a produção de bolos, mas não acha a matéria prima (morango). Foi quando surgiu a ideia de comercializar o morango orgânico” e trouxer a diversificação da cultura do plantio na minha localidade, afirma ele.

“Morango é uma fruta que não joga fora”, Você consegue processar ela e agregar valor na alimentação escolar das crianças com a produção da polpa da fruta para utilização em suco. Surgindo derivados como a geleia, bolos e diversas receitas que podem ser vendidas em mercados, quitandas, confeitarias Para isso é necessário verticalizar essa produção a partir do uso do fruto, acrescenta André Produtor rural.

O Melhor morango vai pra a confeitaria de bolo. Os mercados pedem de mil a três mil caixas por semana. ”O Bompreço precisou de 3 mil caixas por semana e meu amigo não tinha tanto material pra vender e precisou juntar recursos que possibilitasse oferecer ao supermercado o serviço. Na ocasião surgiu a ideia de criar uma associação de produtores de morangos em Seabra.

No intuito de que os produtores rurais multipliquem a produção, o Sindicato dos Produtores Rurais de Seabra apoiou essa iniciativa do Senar, que incentiva à agricultura familiar, o cultivo do plantio e aumento de renda dos produtores e comunidades tradicionais da região da Chapada Diamantina.

Por Claudia Rosana P. de Araujo. Graduanda do Curso de Comunicação Social – Seabra Bahia

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