China muda orientação e pretende proibir consumo de carne de cachorro

Pela primeira vez na história, o governo chinês deu indícios de que deve proibir o consumo de cachorros muito em breve. O Ministério da Agricultura da China emitiu um documento ontem que relaciona os animais indicados ao consumo humano e fez questão de reforçar a recomendação para tirar os caninos da lista.

A preocupação vem na esteira das medidas tomadas após o início da pandemia do coronavírus no país, que está controlada no momento. Estima-se que sejam abatidos entre 10 e 20 milhões de animais silvestres na China. Desde janeiro, está proibida a venda de animais silvestres. Além disso, mesmo com o comércio já reabrindo em Wuhan, epicentro da epidemia na China, o abate e a venda de animais vivos seguem proibidos nos mercados da cidade.

Dentre as hipóteses para o início do surto do coronavírus na China, a possibilidade de que ele tenha se originado no abate e consumo de animais silvestres em mercados como os de Wuhan é uma das mais cotadas. Cientistas acreditam que o vírus que causa a covid-19 possa ter se originado em morcegos.

O documento que cita a recomendação para o não consumo de cachorros ainda ficará em consulta pública até 8 de maio. Depois disso, caso aprovado, ele pode virar lei em todo o território chinês.

Parte deste conteúdo foi reprodução do UOL

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