Pular para o conteúdo
Noticias

Chefs formados pelo Senac Bahia levam gastronomia afetiva ao Festival Tempero no Vale do Capão

A gastronomia da Chapada Diamantina ganha novos sabores durante a 3ª edição do Festival Tempero no Vale do Capão, realizado entre os dias 17 e 27 de setembro. Entre os participantes estão os chefs Jean Lucas Carvalho e Elisa Caballero, que construíram uma trajetória marcada pela formação profissional, parceria e valorização dos ingredientes e da cultura local.

Imagem divulgação – Assessoria de Comunicação do Senac Bahia

A história dos dois começou em 2011, quando se conheceram durante o curso de Cozinheiro Profissional do Senac Bahia. Para Jean, a formação representou o primeiro contato com o universo profissional da gastronomia. Elisa, que já trabalhava na área, buscava aprimorar os conhecimentos e ampliar suas oportunidades.

Ainda naquele ano, Elisa foi escolhida para representar o Senac no concurso Nordeste Gourmet, no qual conquistou o segundo lugar entre jovens talentos da região.

Segundo o casal, a formação foi importante para abrir caminhos no mercado gastronômico e proporcionar experiências em diferentes restaurantes de Salvador.

“O Senac foi pai e mãe das nossas carreiras. O curso representou segurança e confiabilidade, abrindo portas em diversos restaurantes através do Banco de Oportunidades”, destacam.

De Salvador para a Chapada Diamantina

Depois de anos de experiência em cozinhas profissionais de Salvador, Jean e Elisa decidiram mudar de vida e seguir para o Vale do Capão, na Chapada Diamantina.

A chegada ao destino turístico também abriu espaço para novos projetos. Durante quatro anos, o casal esteve à frente de um food truck, experiência que ajudou a aproximar o trabalho dos chefs dos moradores e visitantes da região.

Em 2026, veio um novo passo na trajetória profissional: a abertura do Artesanale – Cozinha Afetiva, restaurante que reúne técnicas adquiridas ao longo da carreira com ingredientes, sabores e referências do território.

“Tudo o que aprendemos nas cozinhas de Salvador trouxe técnica, bagagem e visão de mercado. Mas, no interior, entendemos que era preciso mergulhar no território e valorizar o que brota ao nosso redor”, afirmam os chefs.

Gastronomia e identidade regional

A proposta do restaurante é aproximar a gastronomia profissional da comunidade, combinando técnicas da alta gastronomia com a tradição e o afeto presentes na cozinha regional.

A participação no Festival Tempero no Vale do Capão reforça esse movimento e coloca o trabalho dos chefs entre as iniciativas que ajudam a fortalecer a gastronomia como parte da identidade turística e cultural da Chapada Diamantina.

Para Jean e Elisa, a experiência acumulada em cozinhas profissionais foi fundamental, mas a vivência no Vale do Capão trouxe uma nova perspectiva sobre o ato de cozinhar.

A trajetória dos dois também mostra como a formação profissional pode se transformar em novos negócios e, ao mesmo tempo, contribuir para valorizar produtos, produtores e sabores de uma determinada região.

Com o Artesanale, o casal busca construir uma cozinha que une técnica, memória, território e afeto, ingredientes que encontram no Vale do Capão um cenário especial para ganhar novos significados.

SE LIGA CHAPADA

Equipe de redação do Se Liga Chapada.

Leia também