Bebê indígena enterrada viva em Mato Grosso recebe alta

Apesar de ter recebido alta ontem (9), a criança continua na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

Agora há pouco, a Justiça decidiu que a menina, da etnia kamayurá, vai ser encaminhada provisoriamente ao abrigo do município de Canarana, enquanto são realizadas diligências para apurar familiares interessados e aptos para o exercício da guarda da menor.

A medida atende a pedido do Ministério Público de Mato Grosso.

A avó e a bisavó são acusadas de enterrar a recém-nascida viva em uma cova no quintal de casa, em Nova Canarana. Ela foi resgatada seis horas depois por policiais que foram ao local após receberem uma denúncia.

A avó alegou que a criança não chorou após o nascimento e acreditou que ela estivesse morta. Seguindo costume indígena, enterrou o corpo da menina no quintal da casa, sem acionar os órgãos oficiais. Para o Ministério Público, o crime foi premeditado. A mãe da bebê tem apenas 15 anos e a família não aceitava a gravidez por ela ser mãe solteira.

Hoje, um homem se identificou como sendo pai da criança e se colocou à disposição para ficar com a menina. Um teste de DNA ainda será feito para confirmar a paternidade.

O promotor de Justiça, Matheus Pavão afirma que a expectativa é que a criança passe o menor tempo possível no abrigo.

Também são destaques do Repórter Amazônia desta terça-feira (10):

-Universidade Federal de Roraima vai destinar vagas ociosas a imigrantes em situação de vulnerabilidade

-Crescimento de crimes de linchamento são preocupantes no país. Último caso ocorreu em Borba, no Amazonas.

-No Maranhão, bombeiros reforçam segurança nas praias durante o período de férias

As informações são da Rádio Amazônia – EBC.

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